A camiseta do São Paulo

Talvez eu não devesse dar muita importância e sentimentalizar algo tão banal como uma peça de vestuário: sim, falo de simples camisetas. Eu ainda tenho uma camiseta laranja meio larga demais pra mim, e confortável por ser larga demais, desbotada e, convenhamos, muito sem graça. Só que eu vestia a dita camiseta em todas as provas que eu fazia. Passei em concursos com aquela camiseta. Era boa pra dias de prova, era larga e confortável. A aparência sem graça dela guarda história, e eu a guardo com muito carinho.

A camiseta (OFICIAL 😛 ) que eu tenho do São Paulo foi um presente. Um presente às vésperas da minha primeira viagem pra Europa. A proximidade me deu a ideia de levá-la, entre as poucas roupas que eu estava levando para aquela viagem de três semanas.

Paris!

Paris!

Ela rodou Londres, Paris, Amsterdam, Berlim, Munique e Hamburgo só nessa primeira viagem. Era um imã para encontrar brasileiros ou simpatizantes, e eu não havia me tocado que a camiseta surtiria tal efeito. Brasileiros se identificavam; são paulinos gritavam aprovação; outros times paulistanos, um “aí não, hein”. Não havia indiferença. Ela marcou presença em fotos no Big Ben, na Torre Eiffel.

E assim começou a história dela.

Ela começou a rodar mundo: estava na minha primeira viagem solo, em Santiago do Chile, com a Cordilheira dos Andes ao fundo. Estava comigo em Roma, passeando pelo Coliseu. Em Florença, um são paulino perguntou quanto tinha sido o jogo no dia anterior; em Pisa, fiz amizade com dois coreanos que eram fãs do Kaká (o Kaká já não jogava no São Paulo, mas valeu a referência).

Na Disney!

Na Disney!

Em Edimburgo eu achei que ela não chamaria a atenção de ninguém. O português era coisa rara de se ouvir por ali. Já era fim de dia quando fui no pub The Caley Picture House e o funcionário brother disse “aeeee brasileiro!”.

Ela passou pela Torre de Belém, pela Praça Vermelha de Moscou, pelos canais de Veneza, pela Torre de Pisa e, não menos importante, pelo Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi. Se Deus me permitir e assim quiser, ela há de passar ainda por muitos e muitos lugares mais. É peça que eu só uso em viagem e, claro, em jogos do Tricolor Paulista!

Você tem algum companheiro ou companheira de viagem assim? Se tiver conta pra gente aí nos comentários.

O Ari também tem algo do tipo, quem sabe ele conta pra gente num post futuro. 😛

Sou servidor público, paulistano e fã de Beatles. Viajar me dá motivos para escrever e escrever me dá desculpas para viajar. Tenho um calendário em casa e um na mesa do trabalho, no qual planejo feriados, férias e viagens.

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