Amsterdã – Paris: viajando de 1ª Classe no Trem da Thalys

Viajar de 1ª classe no trem de Amsterdam a Paris foi, de uma certa forma, acidental.

Normalmente eu providencio os deslocamentos de viagem com a máxima antecedência possível, coisa que eu acabei esquecendo de fazer no deslocamento Amsterdam-Paris. Quando fui resolver a questão, faltava menos de um mês para a viagem e as passagens da 2ª classe estavam custando quase os mesmos euros que as da 1ª. Já que não era muito a mais, por que não?

O preço do trecho, pela empresa Thalys, saiu a 45 euros.

Fiz a compra pelo site da Raileurope, um pouco mais caro do que comprar diretamente no site da Thalys. O e-ticket, no qual, entre outros dados, já consta o número dos assentos, é enviado por email. A compra também dá acesso a uma cartilha com informações básicas da viagem.

No dia da viagem, embarcamos, minha amiga e eu, no vagão errado. A 2ª classe já era bacana e bonita, na verdade. Ao ir para a primeira, as primeiras diferenças visíveis foram o maior espaço entre as poltronas, a existência de algumas poltronas individuais e a inexistência daquelas poltronas com mesinha no meio, nas quais dois passageiros ficam de frente para outros dois. Havia mais espaço para guardar as malas também, comparado à segunda classe.

Interior do Trem da Thalys, com poltronas vermelhas

O trem era lindo internamente, como o são a maioria dos trens europeus (pelo menos os que eu tive a oportunidade de adentrar). Na viagem, o wi-fi prometido tinha seus altos e baixos e, em certos trechos, ficava inoperante. As poltronas possuíam carregadores para celular. Não estou dizendo que não haja tais comodidades na 2ª classe, estou apenas constando que existem na primeira.

Interior do Trem da Thalys, com poltronas vermelhas

Na viagem, houve um café da manhã com croissant, pão, café, suco de laranja, fruta, iogurte, queijo e presunto. Houve ainda mais um lanche, acompanhado de vinho (é possível escolher entre tinto e branco) e coca-cola (sim, pedimos tudo que nos foi oferecido). Tudo bem feitinho e de muito bom gosto.

Café da manhã com croissant, pão, suco, iorgute

O café da manhã…

…e o segundo lanche. Pensei em pedir também o vinho tinto, mas aí já seria demais

A viagem foi confortável e tranquila. Bem-vinda, depois de algumas noites mal dormidas em ônibus com poltronas meio apertadas e pouco reclináveis entre Munique e Berlim e entre Hamburgo e Amsterdam.

Quando chegamos à estação Gare du Nord, em Paris, confesso que mal dava vontade de sair do trem. E foi ali que eu decidi que, em todas as viagens que eu fizesse para a Europa dali em diante, eu priorizaria o trem como meio de transporte. Confortável, rápido e deixa o cidadão bem no meio da cidade, diferente dos aeroportos, normalmente mais afastados. Embarque e desembarque também são bem rápidos e tranquilos, sem qualquer burocracia. Mais prático, impossível.

Da Amsterdam Centraal até a Gare du Nord foram perto de três horas e meia de viagem. Já da janela do trem, avistamos uma Paris nublada e com uma garoa fina caindo do céu.

O único contra é que foi tudo tão desburocratizado que nem rolou uma imigração básica.

Sem imigração, sem carimbo no passaporte. E eu gosto que carimbem meu passaporte. 😛

O carimbo fica pra uma próxima!

Sou servidor público, paulistano e fã de Beatles. Viajar me dá motivos para escrever e escrever me dá desculpas para viajar. Tenho um calendário em casa e um na mesa do trabalho, no qual planejo feriados, férias e viagens.

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