O que ver numa visita ao MASP – Museu de Arte de São Paulo

Bons museus normalmente entram naquela gama de atrações do tipo “tenho que ver” em destinos variados ao longo do Brasil e do mundo, principalmente em grandes cidades como São Paulo. O MASP é um dos indefectíveis símbolos de Sampa, tanto por sua arquitetura e seu famoso vão livre, pensado como um espaço para uso da população, quanto pelas suas obras, de grande relevância e representatividade não só da arte brasileira como da arte mundial.

MASP em um dia ensolarado

MASP – foto por Fernanda Centamori

O que é complicado quando visitamos um museu? Basicamente, saber o que ver. Há uma porção de obras e muitas vezes não temos tanto tempo disponível visitar e apreciar tudo com a devida calma. O acervo do MASP é bem variado. Você encontrará obras de artistas brasileiros, arte asiática e grandes expoentes da arte europeia, por exemplo.

O MASP é grandioso, mas não é um complexo tão gigantesco que vá tomar uma tarde inteira do visitante. Melhor ainda se a visita for focada, não? Se tiver tempo, dê uma passeada com a devida calma lá dentro. Caso contrário, que tal focar em algumas obras?

 

O Guerreiro Chinês

Estátua do Guerreiro Chinês em terracota

O Guerreiro Chinês é uma das esculturas de que eu mais gosto no MASP. A obra foi feita na China, durante a Dinastia Tang, entre os anos de 618 e 907 D.C. Na verdade, é um par de guerreiros, de costas um para o outro e em lados opostos da sala. Olhe na foto, no vão do braço do Guerreiro em destaque, para perceber o outro lá no fundo.

 

Passeio ao Crepúsculo, de Van Gogh

passeio ao crepúsculo, de van gogh

Van Gogh foi um pintor holandês e um dos grandes expoentes do pós-impressionismo. Há várias obras de Van Gogh no MASP, mas uma das que eu mais gosto é o Passeio ao Crepúsculo. A obra data de 1889/1890 e é um quadro pequeno: 49,5 por 45,5 cm.  Dá pra perceber bem os movimentos e o volume das pinceladas no quadro e o efeito que isto dá na obra como um todo.

 

Menina com as Espigas, de Renoir

Retrato impressionista de Renoir

Renoir foi um dos grandes mestres do estilo impressionista. E o que seria impressionismo? De modo básico, foi um movimento artístico surgido na França em que as pinturas são muito mais sugeridas. Não há preocupação extrema com contornos e representações fidedignas. As pinceladas são mais soltas para tentar traduzir melhor em tela nuances de luz e movimento.

Esta obra de Renoir é uma das que mais me intriga no acervo do MASP. É o tipo de coisa que não dá bem para explicar. Como a arte é muitas vezes definida como a manifestação do belo, acho que motivações não são necessárias. É uma belíssima obra, mesmo embora eu não consiga explicar bem em palavras o porquê. Uma das minhas favoritas, senão minha favorita, no museu.

 

A Eterna Primavera, de Rodin

Eterna primavera: escultura negra de dois amantes se beijando

O escultor francês Auguste Rodin é considerado por muitos um dos pais da escultura moderna. Esta reprodução em bronze da Eterna Primavera, de 1897, é uma obra que dá oportunidade de ter contato com o trabalho de um dos escultores mais famosos do mundo.

 

A Ponte Japonesa sobre a Lagoa das Ninféias em Giverny, de Monet

Quadro impressionista de Monet

Bem, eu disse que no impressionismo as imagens são sugeridas, não há tanta preocupação com os contornos. Acho que esta pintura é o exemplo perfeito e até extremo disso. A priori não dá pra enxergar muita coisa. Parece uma baita forçação de barra dizer que é uma ponte sobre uma lagoa. Mas o interessante é que no museu, podendo observar a obra de distâncias variadas, a imagem fica um pouco mais clara: quanto mais distante da obra, melhor você consegue perceber as formas. Tenta e me conta depois se melhorou a percepção ou não. 😛

 

Cachoeira de Paulo Afonso, de E.F. Schute

Cachoeira de Paulo Afonso

Schute foi um pintor que trabalhou no Brasil durante o século 19. Sua trajetória e origem não são muito conhecidos e este quadro é um dos raros do pintor em coleções públicas. Gosto da grandiosidade e força da natureza retratadas na pintura. Os personagens pequeninos diante de tamanha força causam um efeito legal no quadro.

 

O Lavrador de Café, de Candido Portinari

Quadro de trabalhador na lavoura de café, de Portinari

É a minha pintura brasileira favorita do acervo! A obra é de 1934, feita em óleo sobre tela, e mede 1 metro de altura por 80 cm de largura. É uma das obras mais importantes da carreira de Portinari e da arte brasileira como um todo. O trabalhador negro fica em primeiro plano, com a enxada, e ao fundo vemos as plantações da fazenda de café; próximo a ele, um toco de uma árvore decepada, alusão ao desmatamento causado pela cultura cafeeira; e, mais atrás, o trem, meio utilizado em inícios do século XX para transportar os grãos de café para o porto de Santos, de onde seriam posteriormente exportados. Obra imperdível em uma visita ao MASP!

 

Fica aí um roteiro básico para visitar um dos museus mais importantes de São Paulo e do mundo. O MASP sempre apresenta exposições temporárias, então sempre vale dar uma olhada no que está rolando por lá na data da sua visita. Vá e depois nos conte aqui o que você achou do MASP! 😉


Todos os caminhos levam a:

Museu de Arte de São Paulo

Onde: Avenida Paulista, 1578

Quando:Terça a domingo: 10h às 18h (bilheteria aberta até 17h30) / Quinta-feira: 10h às 20h (bilheteria até 19h30). FECHADO às segundas. Sempre confirme os horários aqui

Quanto: o ingresso custa R$ 30,00 (R$ 15,00 a meia-entrada, preços em 2017). Confirme os preços atualizados no site oficial do museu, aqui. Dica mão-de-vaca: às terças-feiras, a entrada é gratuita!

Site oficial: http://masp.art.br/masp2010/index.php

Sou servidor público, paulistano e fã de Beatles. Viajar me dá motivos para escrever e escrever me dá desculpas para viajar. Tenho um calendário em casa e um na mesa do trabalho, no qual planejo feriados, férias e viagens.

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