Por que o Jardim Botânico de Curitiba não é só um jardim com uma estufa

“É só um jardim com uma estufa.”

Foi uma das impressões que um amigo meu teve em uma viagem à Curitiba. É engraçado como a interpretação da realidade e do que se vê é extremamente pessoal. Particularmente, acho que o Jardim Botânico de Curitiba é muito mais do que só um jardim com uma estufa. Lugares não se tornam cartões postais à toa, afinal.

Escultura Amor Materno, de João Zaco, e a estufa, ao fundo

Escultura Amor Materno, de João Zaco, e a estufa, ao fundo

O jardim em estilo francês, cuidadosamente desenhado, é lindo. A estufa foi inspirada no Palácio de Cristal de Londres, enorme construção levantada no Hyde Park londrino lá nos idos de 1851, para abrigar uma exposição de tecnologias da Revolução Industrial. A escultura Amor Materno, de João Zaco, os caminhos simpáticos de pedrinhas incrustadas no chão, os lagos e os chafarizes completam o desenho do parque.

Tudo isso já bastaria para valer a visita ao local.

Mas o além disso, a energia do lugar me encanta.Toda vez que piso ali me lembro o porquê de aquele ser um dos meus parques preferidos no mundo. Visitei outros parques de Curitiba: Tanguá, Tingui, Barigui, Bacacheri, ótimos parques com muito verde, cada um com o seu estilo.

Mas o Botânico tem um “quê” diferente.

Os jardins lindamente desenhados

Os jardins lindamente desenhados

Seja pelos casais espalhados pelos bancos, seja pelos amigos espalhados no gramado tomando cerveja, seja pelas pessoas praticando corrida, seja pelos turistas lotando o parque aos fins de semana e feriados, seja pelos prédios da cidade se levantando além do parque, seja pelo casal fazendo um ensaio fotográfico enquanto o sol se reflete no lago.

Há algo diferente ali.

Há muitos parques que possuem um estilo mais cerrado. Um exemplo é o Parque do Piqueri, em São Paulo. É o tipo de parque perfeito para se correr ou caminhar no calor, porque as árvores se fecham acima de você e proporcionam sombra. Entretanto, eu não sou muito fã desse tipo de parque, porque me dá uma ideia de algo mais fechado, justamente pela efeito da vegetação que se cerra sobre você. O Botânico é o contrário disso: aberto, alegre, colorido. E isso me agrada muito.

Meu amor pelo lugar não pode me impedir de apontar pontos negativos, obviamente. Como o lugar lota aos fins de semana e feriados, especialmente quando há sol, nestes dias fica complicado conseguir deixar o carro no estacionamento rotativo (e gratuito) do jardim. Ainda nesse sentido, é comum haver alguns “flanelinhas” no lugar.

Os prédios de Curitiba se erguendo além do parque

Os prédios de Curitiba se erguendo além do parque

E falando em “quando há sol”, se um sol e um céu azul estiverem emoldurando o lugar então, ele é simplesmente imbatível. Seja para fotos, para relaxar um pouco, para caminhar, para correr ou para um pic-nic, a visita vale muito a pena. Afinal, só indo para saber se o lugar é só um jardim com uma estufa ou um pouco mais do que isso.

Já visitaram o Botânico? O que acharam?

 

Todos os caminhos levam a:

Jardim Botânico de Curitiba

Onde: R. Engo. Ostoja Roguski, s/n – Jardim Botânico, Curitiba

Como: a Linha Turismo de Curitiba é uma ótima opção, pois o Botânico é uma das paradas. Possui estacionamento gratuito (permanência máxima de 2 horas) muitíssimo concorrido nos fins de semana e feriados.

Quando: a visita é mais tranquila nos dias úteis, quando é mais vazio, mas se só tiver o fim de semana, vá, pois vale a pena.

 

Sou servidor público, paulistano e fã de Beatles. Viajar me dá motivos para escrever e escrever me dá desculpas para viajar. Tenho um calendário em casa e um na mesa do trabalho, no qual planejo feriados, férias e viagens.

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