Quem vos escreve

Alex e Ari são funcionários públicos e vivem atolados no meio de muitos processos. Os dois compartilham o ideal de conhecer o mundo. Se por um lado são estáveis no trabalho, por outro sentem uma necessidade abundante de se lançar aos desconhecidos caminhos instáveis de outras paisagens. Querem, antes de tudo, conhecer outros lugares, outras línguas, pessoas e culturas.

Este blog nasce de uma ideia simples que é compartilhar aquilo que vimos e sentimos, bem como o gosto por colocar isso no papel. Se viajamos para voltar para a mesma repartição pública, também é verdade que nunca voltamos iguais. De um bom restaurante em Roma, passando por um Pub londrino que não pode ficar de fora da próxima viagem, rimos muito, trocamos ideias e ampliamos nossos conhecimentos, fazendo das viagens algo que sintetiza vários interesses em comum. Venha conhecer o mundo conosco!

…sobre Alex:

 

img-20160912-wa0007

Lembro de uma aula de Filosofia no colégio, em que a professora perguntou:

  • Quem é você?
  • Sou o Alex.
  • Não, não, você está me dizendo o seu nome. Não perguntei seu nome. Perguntei quem é você.
  • Sou alguém que gosta de rock, de filmes, de…
  • Não perguntei do que você gosta, perguntei quem é você.

E desde aquela aula de Filosofia eu não sei dizer bem quem eu sou. =P Como aqui se trata de escrever não “quem eu sou” mas sim “sobre mim”, felizmente tenho uma tarefa muito mais simples a desenvolver.

Meu nome é Alex, gosto de viajar e de escrever. Estes são os pontos essenciais pelos quais eu escrevo aqui junto com o Ari. Para mim, o blog é a oportunidade de dar voz a estas minhas duas paixões.

O gosto pela escrita surgiu como meu gosto por diversas outras coisas: a minha mania de ver e querer fazer. Foi assim que começou com a música, por exemplo. Sempre gostei muito de rock, meu pai tocava violão e, assim aprendi violão e guitarra. Via a tradução daquelas letras bonitas dos Beatles, as letras do Renato Russo e tudo mais. Por que não tentar? Assim, comecei a compor músicas. De certa forma, meu primeiro contato com a escrita criativa.

Algum tempo atrás, escrevi um ou dois contos curtos. Comecei a escrever um livro, que está pela metade. Trocando ideias e escritos com o Ari, surgiu a ideia do TOCS. E hoje, escrevo sobre viagens e, de quebra, tenho mais desculpas para viajar. Afinal, o blog precisa de material, certo? =P

Vamos às aleatoriedades.

Tive uma banda na adolescência, era vocalista. Sou formado em Informática para Gestão de Negócios e nunca trabalhei na área, mas a formação foi essencial na minha vida, tanto pelas funções que exerço hoje como servidor público como pelas inestimáveis amizades que fiz na faculdade.

Passei uns três ou quatro anos da minha vida estudando para concurso público, sendo um destes anos com zero vida social e os outros três com muito pouca ou quase nenhuma. No ano mais punk, minha diversão era um filme na TV de vez em quando. Sou uma das pessoas mais disciplinadas que eu conheço, embora já tenha sido mais disciplinado.

Meus pais são os melhores do mundo e não estou aberto a discussões quanto a isso. Sou bastante teimoso e muito responsável. Sou filho único e fã de Beatles. Sou uma das pessoas mais chatas da terra quando estou com muito sono ou com muita fome (ou pior, com ambos ao mesmo tempo).

Gosto de praticar corrida, gosto de ir à academia e tenho um calendário em casa e outro no trabalho, nos quais planejo férias, feriados e viagens. Meus calendários com anotações em caneta preta para “obrigações” e em caneta vermelha para “diversões” são bem conhecidos. Sonho ser poliglota. Gosto de livros, gosto de ler. Gosto de pizza e minha pizza preferida é margherita.

Gosto de viajar (oh really?!). Cada viagem sendo um sonho, viajar para mim é um sonho que se concretiza e se renova a cada viagem.

E estas aleatoriedades dizem um pouco sobre a minha pessoa. Mais sobre mim inevitavelmente transparece nos textos que eu escrevo aqui no blog.

Já falei que eu gosto de pizza, né? 😛

Grande abraço,

Alex 😀

 

… sobre Ari:

 

Feliz da vida ao encontrar o souvenir perfeito em Cabo Girao, Ilha da Madeira.

Feliz da vida ao encontrar o souvenir perfeito em Cabo Girao, Ilha da Madeira.

No meu caso, viajar é pretexto para escrever, é motivo para sonhar, é desculpa para contar histórias. Quando viajo para algum lugar e descubro lá outras vidas, pessoas e suas rotinas, com sua cultura e sua arte, de alguma forma, renovo minha esperança na humanidade. Volto pra casa com uma bagagem cheia de planos.

Mas nem sempre foi assim. Viajar é algo recente no meu contexto de vida. Meu gosto por terras distantes veio de Nanda, minha companheira de sempre. Ela fazia intercâmbio em Haarlem, Holanda, e eu como bom cavaleiro medieval, atravessei o Atlântico para trazê-la de volta. Claro, demos uma espichadinha em Paris, ah Paris…, e no meio de 9 dias de muita andança, lembro que acabei dormindo no Hyde Park, em Londres, ao passo que fiquei uma noite acordado no aeroporto de Heathrow, por conta de um vôo perdido. Coisa de navegante de primeira viagem.

De lá pra cá fizemos das viagens uma despesa corrente, como forma de não “matar” nossas escapadas rumo ao estrangeiro. Sou mineiro, e falo bem ao jeito mineirim. Sou daquelas pessoas que compram ideias! Vamos para um happy hour? Vamos! Caminho de Compostela? Claro! Hoje vai ter habib’s no trabalho? Show!!! Aos poucos descobri que sou assim, e mudar isso dá muito trabalho. É como dizem o verso de Paulo Leminski “isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além“.

Tenho uma irmã adorável, que me presenteou com uma mochila indestrutível da Hang Loose quando eu tinha 18 anos. Vale dizer que uso esta mochila até hoje nas viagens, e lá se vão 16 anos. Minha mãe é poesia, e meu pai é prosa. Ah sim, tenho uma sobrinha que apelidei de cara de pudim =)

De vez em quando eu surjo com umas manias, tipo… vou largar a faculdade de química, vou fazer cinema (é vero!), ou então, minha mãe vem com o meu prato favorito e de repente eu falo – parei de comer carne mãe. – Quando?  – A partir de agora. – Por quê? – Não sei. Bom, isso durou 7 meses.

Duas coisas que me deixam realmente irritado: marcar um compromisso e ter que ficar esperando. Sabe, a falta de pontualidade. Queria ser mais flexível com relação a isso. Estou fazendo exercícios de respiração =) Ah sim, a segunda coisa é ter que ficar esperando.

Tenho mania de fazer listas de… lugares, livros, filmes e palavras (hã?). Sim, também tenho tara com simetrias e antigamente meu passatempo era ler enciclopédias. É um processo maluco que já desisti de entender. Este blog, de alguma forma, é uma tentativa vã de organizar isso na minha cabeça. Gosto de ler e escrever, e essas duas coisas transformam o dia a dia num universo de possibilidades.

Por fim, e mais importante do que tudo que foi dito acima, eu sou cristão e católico. Guimarães Rosa disse “amo os grandes rios, pois são profundos como a alma de um homem“, ao passo que eu digo que, se todos os rios correm para um mesmo lugar, este oceano se chama Deus. Nele somos gotas incompletas de uma obra maior.