Vale de la Luna – Deserto do Atacama

Nenhum dos passeios do Deserto do Atacama é banal. Confesso que esperava relativamente pouco do passeio do Vale de la Luna: muitos lugares recomendam que é o primeiro passeio que você deve fazer, por ser a altitude mais tranquila que você vai enfrentar. Neste post conto como é o passeio e como minhas expectativas foram felizmente superadas.

Área de estacionamento, logo na entrada do Vale de La Luna
Área de estacionamento, logo na entrada do Vale de La Luna

Fizemos o passeio com a Jae’s Adventure. É um passeio de meio dia, de forma que fizemos ele na parte da tarde, a partir das 14:50 hs, saindo da própria agência. O Vale de La Luna, ou Vale da Lua, fica bem próximo de San Pedro de Atacama, somente 15 km de distância.

Uma vez lá, há banheiroslogo na entrada do parque. Sempre bom saber.

Seguimos por uma trilha ascendente, porém tranquila, que nos leva a um mirante de onde podemos enxergar uma boa parte do Vale de La Luna e entender o porquê do nome. As formações lembram o solo lunar, ou ao menos algo de outro planeta.

Vale de La Luna
A área branca no solo é sal

Um pouco além temos um mirante mais alto e que dá mais amplitude de visão. Cabe tomar certo cuidado ao acessá-lo, pois embora a trilha não seja difícil, cair significa despencar por uma boa ladeira abaixo. O vento estava fortíssimo no dia, um prenúncio: no dia seguinte o Vale ficou fechado para visitação, em virtude de uma tempestade de areia.

Do alto do mirante, a visão é impressionante. O sal no chão, as formações rochosas e as absurdas dunas cor de areia queimada descortinam uma paisagem que é tudo, menos banal. E eu que pensava que esse passeio era fraquinho. Ledo engano.

Vale de La Luna
SENSACIONAL!

Descemos a trilha de volta à entrada do parque para se dirigir a uma outra trilha mais curtinha e tranquila. Passamos por construções de pedra e por concentrações salares, tudo devidamente explicado pelo guia.

Depois disso, voltamos ao carro e vamos para o Mirador de Kari, para enxergar o Vale de La Luna por outro lado. Antes as pessoas podiam ir até a beiradinha da Pedra do Coiote, mas agora há um cordão de segurança que impede o acesso.

Coyote Rock: o Mirante do Coiote, no Vale de La Luna
Mirador de Kari. À direita, a Pedra do Coiote

Nessa última parada do passeio também há banheiros. Sempre bom saber.

Um banheiro no meio do deserto, no Vale de la Luna
Um banheiro no meio do deserto 😛

Aqui se tem mais um lindo visual do Vale de La Luna e o horário em que chegamos, por volta das 17:30 hs, não é aleatório: dentro de algum tempo pudemos testemunhar um lindopôr do sol que fechou o passeio de modo perfeito, com este simples e belo espetáculo da natureza.

O Vale de La Luna visto do Mirante de Kari
O Vale de La Luna visto do Mirador de Kari

Assim, o passeio mais banal não é nada banal. Realmente é o melhor passeio pra se fazer logo no começo: as paisagens são impressionantes, mas ainda vai vir coisa mais impressionante pela frente; a altitude é bacana, praticamente no nível da vila de San Pedro do Atacama, de modo a iniciar a aclimatação de forma ideal; e é um passeio curto, que não cansa.

O Pôr do Sol no Vale de La Luna
O Pôr do Sol

Pelo próprio formato e tamanho do passeio, não houve comes e bebes incluídos. Recomendações: tomar bastante água (sempre) e levar roupas de frio, pois vai esfriando conforme a tarde vai caindo. Aquele kit com protetor solar, óculos, protetor labial e colírio é sempre bem-vindo. Um snack também não é má ideia, caso o seu passeio não inclua comida. 😉

Todos os caminhos levam a:

VALE DE LA LUNA

Altitude: 2.487 metros, quase no mesmo nível de San Pedro do Atacama.

Duração: 5 horas, aproximadamente

Recomendado para: o primeiro dia em San Pedro de Atacama

Quanto: 15.000 pesos + 3.000 pesos de entrada (a entrada é paga na hora e em dinheiro). Este é o preço que pagamos, sendo que há variação entre agências (para mais e para menos). No nosso caso, fizemos com a Jae’s Adventure. Preços em 2019.


Sou servidor público, paulistano e fã de Beatles. Viajar me dá motivos para escrever e escrever me dá desculpas para viajar. Tenho um calendário em casa e um na mesa do trabalho, no qual planejo feriados, férias e viagens.

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