Viagem de carro pela Toscana – dicas, paisagens e curiosidades

Viajamos de carro pela Toscana no último outono. É o destino perfeito para um roteiro romântico, uma lua de mel, uma ‘pausa’ da vida moderna em direção ao simples e rústico. A Toscana ostenta duas grandes qualidades: boa gastronomia e paisagens belíssimas. Localizada na região central da Itália, encanta porque não impõe nada, exceto a beleza recatada das vilas medievais interioranas.

Toscana

A beleza de Montalcino, na Toscana.

Primeiro, ficamos 3 dias em Florença, hospedados na região central e conhecendo tudo a pé. Depois pegamos o carro para mais 6 dias rumo ao interior, hospedando-se em Siena e Peruggia (que não é Toscana, mas enfim…), e fazendo bate-volta para as cidadezinhas próximas.

Dicas iniciais

Havíamos feito a reserva do carro com check-in e check-out no aeroporto de Florença. Fazer dessa forma, retirar e entregar no mesmo local faz com que o custo do aluguel caia. A verdade é que o custo do aluguel de carro na Toscana é baixo, mas qualquer desconto extra é bem-vindo!

Uma outra questão que parece irrelevante é o tamanho do carro. Nossa sugestão é: opte por carros menores, de pequeno porte, e isso fará toda diferença na hora de estacionar e se locomover nas estreitas vias regionais. Toscana combina com leveza, slow travel e direção suave.

Toscana

Quando menos é mais na Toscana

Fazendo as contas, observamos também que não vale a pena alugar o GPS, pois sairá mais barato comprar um chip internacional (compramos o easysim4, que funcionou muito bem) e usar serviços como o waze ou google maps para se guiar.

Habilitação

Quando viajamos para a Toscana, início de outubro, a CNH brasileira ainda não era oficialmente aceita na Itália. Embora fosse raro pedirem nas locadoras de automóveis, para estar corretamente dentro da lei era necessário tirar a PID – Permissão Internacional para Dirigir. E assim fizemos, na época.

Felizmente, após o Decreto Legislativo 151 de 2017, foi aprovado a reciprocidade de reconhecimento das carteiras de habilitação entre o Brasil e a Itália, com vigência a partir de 13/01/2018 em território italiano. Assim, não é preciso mais tirar a PID e a nossa CNH é válida também na Itália.

Os pedágios

Nos pedagios você paga conforme os Kms que você rodou na estrada em questão. Assim, você não paga na entrada, mas sim na saída do pedágio. Ao entrar, você simplesmente pega um ticket e a cancela abre. Guarde o ticket, pois à frente, em uma das saídas da estrada pedagiada, você deverá inserir o ticket na máquina e o sistema calculará o valor a ser pago. Boa parte das cabines são automáticas, mas há opção (pelo menos uma) de atendimento direto com o atendente.

Abastecimento

Na Itália você tem duas opções de abastecimento: self e serv (servito). Na self você mesmo faz todo o serviço. Escolhe uma bomba, quantos euros pretende gastar e a máquina libera o uso. Na serv um funcionário vem e faz todo o serviço e você paga diretamente pra ele. A moral da história é que os preços são diferentes. Você pagará mais barato (alguns centavos…) se usar a self. A maioria dos carros são movidos a Diesel (Gasolio) ou Gasolina (benzina), cuidado com os falsos cognatos. Para abastecer e deixar o tanque cheio escolha pieno.

Quais estradas pegar?

A dica é dirigir pelas estradas regionais (SR – Strada Regionale), porque são mais tranquilas e ricas de paisagens bucólicas. Mas, de todas as estradas uma se destaca: SR222 (Chiantigiana), que usamos para ir de Florença para Siena. É uma paisagem mais linda que a outra, com os delicados ciprestes-italianos pontilhando onduladas colinas em um mar de videiras.

<curiosidade> Vale lembrar que o cipreste-italiano, embora esguio e com ares de leveza, é uma espécie de grande longevidade. Sabe-se que alguns vivem mais de um milênio. Como guardam dentro de si grande teor de umidade, são muito resistentes às queimadas.

Se for dirigir a noite por uma longa distância, acho mais indicado pegar a autoestrada A1, que corta o país de norte a sul, passa por Florença e serve de acesso a muitas outras cidades.

Zona de Tráfego limitado

Sabemos que turista é problema, rs, já que há muitos deles fazendo trapalhadas. Talvez por isso existam, nas cidades italianas, as Zonas de Tráfego Limitado (ZTL), em que apenas os cidadãos locais com permissão podem transitar com automóveis. Geralmente essa região é o centro histórico, e são bem sinalizadas com placas indicando se tratar de uma ZTL. Tais zonas são limitadas por portas de acesso, onde o controle através de câmeras é bastante efetivo.

Aproveite a paisagem

A Toscana guarda sempre belos tesouros a descobrir, mas é preciso estar atento.

> Para ver os campos de girassóis, é preciso ir em julho, no alto verão, e com um pouco de sorte, talvez junho e agosto. Onde? Na região de val D’orcia.

> O queijo pecorino é originário de Pienza. Aproveite e faça uma degustação de queijos neste lugar.

> Para comprar Brunellos de Montalcino, nada melhor do que na própria Città de Montalcino, onde você encontrará várias ‘vendita direta’. 1 Garrafa de Brunello sai por cerca de 15 a 20 euros.

 

Espero que as dicas tenham ajudado. Se tiver alguma sugestão, conte pra nós =)

 

Um mineiro que gosta de histórias, e acha que escrever e ler é o melhor passatempo.

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