Pietà, de Michelâgelo

Pelo teor de alguns posts aqui do blog acho que é visível que eu voltei da Itália meio que fã do Michelângelo. Compreensível, pois várias obras do gênio estão espalhadas pela Itália, especialmente por Roma e Florença, onde tive o privilégio de admirar algumas criações do artista, como o Moisés, sobre o qual você pode ler aqui e o Davi, sobre o qual eu falo aqui.

Falemos sobre mais uma obra-prima do artista, a Pietà.

Em uma visita à imperdível Basílica de São Pedro, você se depara, logo na entrada, à direita, com uma concentração de pessoas que denuncia que há algo ali a ser visto. A igreja já seria um must por si só, com sua arquitetura e dimensões impressionantes. Aliás, a cúpula foi projetada por quem mesmo?

Estou falando, não tem como voltar da Itália sem se tornar fã do cara.

Interior da Basílica de São Pedro

Basílica de São Pedro

Mas pra piorar a overdose visual, dentro de um templo fantástico ainda há esta obra emblemática a ser apreciada, a Pietà. A estátua trabalha a composição de duas figuras, quais sejam, Jesus Cristo com o corpo pendendo dos braços de Maria.

A pegada da obra é bem diferente do Moisés ou mesmo do Davi, que trabalham a imponência em diferentes níveis. Aqui, a carga é essencialmente dramática. A obra possui dimensões maiores do que eu imaginava e, com um pouquinho de paciência, é possível passar a aglomeração e chegar o mais próximo possível do vidro para admirar a obra. Acima da estátua há uma cruz e abaixo, um altar.

 

Pietà, de Michelangelo, com Maria segurando o corpo inerte de Jesus Cristo

 

A imagem de Maria, de alguma forma, é serena. A figura de Jesus passa a imagem de sofrimento e a posição do corpo dele é extremamente dramática. A composição é tocante, simplesmente. Antes de 1972 o vidro não existia e era possível apreciar a obra ainda mais de perto, até que uma pessoa atacou a obra e tentou depredá-la. Uma pena.

 

Pietà, de Michelangelo, com Maria segurando o corpo inerte de Jesus Cristo

 

A obra é um dos muitos clássicos de Michelângelo e, estando cara a cara com ela, dá para entender o porquê. Em imagens eu confesso que não via nada demais nela, mas pessoalmente o efeito é diferente. A beleza dramática e a carga emocional que a obra transmitem são fantásticas.

No geral, há grandes filas para adentrar a Basílica de São Pedro, mas vale a pena enfrentá-las, sem sombra de dúvida. Fui por volta de meio-dia e peguei uma horinha e pouco de fila. Ir cedo pode ajudar. A visita é gratuita e imperdível.

Vá e me conte. Já foi? Conte o que você achou!


Todos os caminhos levam a:

Pietá, de Michelângelo

Onde: Basílica de São Pedro – alguns minutos de caminhada do metrô da Otaviano/San Pietro (linha A)

Quando: a Basílica de São Pedro abre das 07 às 18:30 hs, de outubro a março; e das 07 às 19 hs, de abril a setembro. Horários podem ser conferidos no site oficial, neste link.

Quanto: gratuito! 😀

Sou servidor público, paulistano e fã de Beatles. Viajar me dá motivos para escrever e escrever me dá desculpas para viajar. Tenho um calendário em casa e um na mesa do trabalho, no qual planejo feriados, férias e viagens.

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