Imigração em Orlando

Não adianta, a imigração é sempre um momento de certa tensão para mim. Só depois de passar pela bendita é que eu me sinto realmente à vontade e penso “yes, passei!” 😛 E como eu gosto de ler esses relatos para me tranquilizar ou mesmo me preparar, aqui eu deixo o meu.

Roda gigante Orlando Eye, em um dia de céu azul em Orlando, Flórida

Ah, Flórida… S2

Para Orlando eu estava bem despreocupado com a questão de imigração. Sair do Brasil já com o visto me deu uma certa tranquilidade. Até que eu li uma matéria no Melhores Destinos, que o Ari me passou, contando a experiência de uma imigração que foi mais trabalhosa, mas que terminou bem.

A partir desta leitura, eu tomei alguns cuidados que eu não tomaria se não tivesse lido a tal matéria. Levei alguns documentos para comprovar renda, como I.R., holerites, fatura de cartão e afins, bem como a reserva do hotel. Só pra ficar claro que eu era só um turista e não potencial imigrante ilegal. Seguro de viagem já é de praxe, tomei cuidado só de levar os comprovantes certinhos.

O processo já começa bem antes, com a declaração de alfândega, a “U.S. Customs Border Protection.” Normalmente este formulário é entregue no meio da viagem, no avião. No nosso caso, já recebemos ele na hora do check-in, ainda no Brasil. De qualquer forma, você deve levá-lo já preenchido ao oficial da imigração.

Antes mesmo de sair do avião, desligue os aparelhos eletrônicos. Não use celular de forma alguma, esta regra é levada muito a sério lá e você pode se meter em encrenca por nada.

Assim, ao desembarcar, seguimos o fluxo e pegamos a fila da imigração. Para aumentar um pouquinho a tensão, a fila era demoradinha, esperamos cerca de uma hora. Da fila dava para ver a famosa salinha para onde as pessoas eram levadas para prestar maiores esclarecimentos. A salinha para onde eu não estava muito a fim de ir.

Enquanto estávamos na fila, entre outros, o seguinte vídeo era exibido. Dá uma olhada para já ir entrando no clima 😉

Depois de uma hora, chegamos ao oficial de imigração, com pastinha contendo documentos, reserva de hotel e afins em mãos.

Soltei o meu costumeiro “hi!”, já entregando os passaportes.

“Olá!”

À resposta em bom e velho português, já demos um sorriso. Sim, o oficial falava um português perfeito, apenas com um pouco de sotaque. Foi muito cordial e educado, recebeu o formulário de alfândega, conferiu os passaportes, perguntou quantos dias ficaríamos, pediu nossas digitais no scanner eletrônico e, o mais esperado de tudo, carimbou o nosso passaporte.

“Welcome to the United States!” \o/

O processo foi hiper tranquilo, só cansou um pouquinho pela demora. No mais, como em todos os processos de imigração, ficam as seguintes dicas:

  • seja educado. Responda a todas as perguntas sem piadinhas, gracinhas ou afins, e sempre diga a verdade
  • leve documentos para comprovar que você é o que você é: um simples turista. Passagem de volta, reserva de hotel e comprovantes de renda, além de cartão de crédito e dinheiro, deixe tudo a mão. Organize tudo numa pastinha para entregar ao oficial, caso seja solicitado algo
  • Leve a declaração de alfândega já devidamente preenchida. A que recebemos estava em inglês e espanhol, mas segundo li em alguns blogs ela também está disponível em português, solicite à equipe de bordo
  • Não é permitido adentrar a território americano com comida, ok?
  • Tenha o cuidado de ter passaporte válido por pelo menos seis meses. Se o visto estiver no seu passaporte vencido, não se esqueça de levar os dois passaportes
  • Os oficiais são bem preparados. Encontramos um que falava português, mas se não for o caso e o inglês não for o seu forte, não se preocupe. Sempre haverá algum oficial que fala português ou pelo menos espanhol, ainda mais se tratando de Orlando, hiper preparada para o turismo e hiper acostumada a nós, brasileiros
  • Se por acaso você for para a segunda entrevista, na famosa salinha, mantenha a calma. Normalmente é algum engano ou algum esclarecimento adicional. Não questione nada e responda ao que lhe for perguntado, quantas vezes for necessário. O post do Melhores Destinos, o qual você pode ler neste link, é um bom exemplo de que mantendo a calma tudo dá certo

Depois de carimbado o passaporte, seguimos o corredor para as esteiras de bagagem. Uma vez com a mala, passamos por um oficial da receita. Ele só nos perguntou, ríspido e rápido, se tínhamos alguma comida conosco (“Do you have any food?”). Respondemos com um convicto “No!”, o que era verdade, e ele nem pediu para abrirmos nossa mala nem nada.

Vale mencionar que na volta para o Brasil o oficial americano não carimba seu passaporte. Estranhei, mas é assim mesmo, eles só registram eletronicamente, então não se preocupe quando isso acontecer, não é esquecimento, é realmente o procedimento.
Depois de imigração e alfândega, pronto! Estávamos, agora sim, no saguão do Aeroporto de Orlando! Aeroporto que é lindo, aliás, mas isso fica para outro post! 😉

Sou servidor público, paulistano e fã de Beatles. Viajar me dá motivos para escrever e escrever me dá desculpas para viajar. Tenho um calendário em casa e um na mesa do trabalho, no qual planejo feriados, férias e viagens.

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