Meu guia favorito de Roma

 

Meu fascínio por Roma começou bem antes de colocar os pés em solo italiano. Ele se deve, em grande parte, a um livrinho que comprei no anseio de aprender um pouco sobre esta cidade de, nada mais nada menos, 2.700 anos de história. O livrinho, caro leitor, chama-se “Guia de Roma – segredos de um viajante”, escrito por Ruy Castro a partir de experiências e observações coletadas desde 1974. Sim, o guia é pequeno, enxuto, mas é denso de informações. Li uma, duas, três vezes, com direito a olhadelas em certas manhãs de domingo em que me imagino subindo pela cordonata (escadaria de degraus suaves que dá acesso à Piazza del Campidoglio) a fim de ver a caput mundi do alto de uma de suas 7 colinas. Tudo está ali, aos olhos do viajante, e tudo se mantém, em declínio e conservado até aonde a memória humana alcançar.

Guia de Roma

Eu subindo a cordonata, em direção à Piazza del Campidoglio.

Roma, bem como sua irmã-gêmea Paris, são cidades que se abrem ao viajante que por elas se interessem verdadeiramente. Possui muitos detalhes, segredos e histórias que influenciaram todo o ocidente. O que mais gosto em “Guia de Roma…” foi que, ao lê-lo, tive este interesse despertado de forma arrebatadora, num misto de entusiasmo e curiosidade juvenil, sabendo que tudo tem um porquê, de forma a iniciar um processo enciclopédico de memorizar os nomes de ruas, os monumentos e sua contextualização, as dicas sutis e todas as possibilidades gastronômicas romanas.

Guia de Roma

O Guia de Roma – segredos de um viajante mais parece um diário, e a edição que possuo tem até um elástico à la moleskine. Cabe no bolso do paletó, e ao final possui breves páginas para anotações, como que estimulando o leitor a também se aventurar por registrar suas descobertas (para saber mais sobre diários de viagem, clique AQUI).

O guia divide Roma em 8 partes, a serem exploradas em 8 dias, contando ainda com introdução ligeira sobre a história de Roma (apenas para o leitor se situar) e informações gerais (eventos, quando ir, etc.). Ao final dos 8 dias há também um capítulo sobre algumas atrações que estão localizadas fora do centro histórico de Roma. Além de simpáticas ilustrações, o guia tem fotografias de algumas dicas e lugares. A leitura é fluida e o leitor sentirá o desejo genuíno de passar por aquelas vias, como foi o caso de quando percorri, fugindo do rebuliço da piazza Spagna, a Via Margutta. Meu relato sobre este passeio está AQUI no blog.

Sabendo-se que Roma é uma cidade de dezenas de igrejas, é um sacrilégio imaginar que todas são iguais. Ao contrário, o que o Guia nos mostra é que cada uma surgiu por um motivo, guarda algum detalhe, aponta em alguma direção. Foi só por causa deste livro que, após entrar em muitas igrejas (muitas mesmo), adentrei também na Basilica de São Cosme e Damião, sabendo a priori que ali havia uma das mais belas manifestações de arte mosaica da cidade. É realmente inacreditável!

Devo a este livrinho as excelentes dicas de restaurantes, como o primeiro em que fui em Roma – Antica Enoteca (fazendo reserva previamente), Otello Alla Concordia e Alla Rampa, todos localizados próximo da escadaria da Piazza Spagna.

Haveriam muitas outras coisas a relatar na prodigiosa relação deste guia e minhas visitas a Roma. Porém, sem mais delongas, digo apenas que depois desta leitura eu nunca mais veria o Panteão com os mesmos olhos.

Livro: Guia de Roma – segredos de um viajante

Editora: Autêntica – 224 páginas.

Preço aproximado: 37 reais.

 

 

Um mineiro que gosta de histórias, e acha que escrever e ler é o melhor passatempo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *