O que fazer em Pipa RN – Roteiro de um dia

Já havia lido, já havia ouvido e, lá no fundo, também já havia sentido que Pipa seria uma cidade diferente. Você planeja uma viagem pra Natal, logo você lê sobre Pipa, logo você também quer ir a Pipa.

Pescador na Praia do Amor, em Pipa
Pescador na Praia do Amor, em Pipa

Qual é a de Pipa? Pipa é uma cidade à beira-mar, como várias outras, mas com um charme próprio, meio que só dela. O tamanho diminuto dá aquele jeito de vila ao lugar. O espanhol que rola solto na Avenida Baía dos Golfinhos, por um momento, confunde: onde é que eu tô mesmo?

Restaurante Kimassa, na Avenida Baía dos Golfinhos
Restaurante Kimassa, na Avenida Baía dos Golfinhos

Natal é prosa e Pipa é poesia. E não é que a poesia seja melhor, são apenas coisas diferentes. Se você vai pra Natal e está cogitando um bate volta a Pipa, pense melhor: pelo menos uma hora e meia de estrada pra ir e outra hora e meia pra voltar, se você for direto. Entretanto, o mais legal é ir pela Rota do Sol e parar no Maior Cajueiro do Mundo, que vale super a pena. Seu tempo de estrada alonga um pouquinho mais nesse caminho, totalizando quase duas horas.

Só que a recomendação para pernoitar não é nem só pelo tempo de estrada, que até dá pra encarar. A questão é que Pipa demanda tempo. Muita gente fala pra dormir por lá, e não por acaso. O burburinho da noite na Avenida Baía dos Golfinhos é parte essencial de Pipa, quase tanto quanto as praias. É bastante coisa pra ver e pra curtir, então durma pelo menos uma noite. A recomendação ideal, entretanto, é de mais dias lá, porque Pipa vale a pena.

Entardecer na Baía dos Golfinhos, em Pipa
Entardecer na Baía dos Golfinhos

Nesta viagem eu tinha 4 dias inteiros no Rio Grande do Norte, mais um dia até o meio da tarde. O roteirinho foi o seguinte:

Terça à noite: chegada em Natal

Quarta: Praia de Ponta Negra, Praia de Genipabu, feirinha de artesanato e jantar no Mangai

Quinta: Praia de Ponta Negra pela manhã e ida para Pipa no fim da manhã. Parada no Maior Cajueiro do Mundo. Tarde: Praia da Pipa e Praia Baía dos Golfinhos. À noite, bater pé no centrinho.

Sexta: manhã e início da tarde na Praia do Amor. Após o almoço, pôr-do-sol no Chapadão. Volta para Natal à noite. Jantar no Mangai.

Sábado:  Lagoa Pitangui, feirinha de artesanato e jantar no Rapadura.

Domingo: banho na lagoa Pitangui e de lá direto pro aeroporto.

Pode-se dizer, assim, que realmente eu tive um dia em Pipa, mais de 24 horas. 😛 Vamos destrinchar este dia:

Onde ficar

Escolhemos a Pousada da Bárbara, indo na indicação do Ricardo Freire do Viaje na Viagem. A escolha foi ótima: mesmo estando de carro, preferimos deixar ele guardado na pousada e explorar tudo a pé.

Chalé da Pousada Bárbara
Chalé da Pousada Bárbara

Nesse quesito, a pousada está hiper bem localizada, perto da Praia da Pipa e a uma ladeira da Avenida Baía dos Golfinhos e do centrinho. Seguindo a Praia da Pipa você chega na Baía dos Golfinhos; no sentido oposto a essas praias, você chega a Praia do Amor.

As instalações são bacanas, contando com chalés rústicos com rede na varanda, um jardim, piscina e, claro, café da manhã. O legal é poder continuar usando a estrutura da piscina, incluindo as duchas, mesmo após o checkout. Reserve pelo booking neste link. Você não paga nada mais por isso e o blog ganha uma pequena comissão. 😉

O que fazer

Um dia em Pipa é pouco, mas dá pra ter o gostinho. Vamos ao roteiro.

Saímos de Natal às 11:30 da manhã, depois do café e de um passeio pela praia de Ponta Negra. Seguimos de carro para Pirangi do Norte para conhecer o Maior Cajueiro do Mundo (leia aqui) e depois dessa visita, continuamos na estrada para Pipa.

Já dentro da vila eu me perdi um pouco, de modo que demoramos ainda um pouco mais pra chegar. Devia ser pouco antes das 15 hs quando chegamos à pousada. Consultamos a tábua das marés e a tardezinha era ideal para visitar a Baía dos Golfinhos. Comemos snacks, demos uma arrumada em tudo e fomos.

Pipa

A Praia de Pipa ou Praia do Centro ficava pertinho da pousada. Caminhando por ela você chega à Baía dos Golfinhos, que só pode ser acessada pela praia e com a maré baixa. Daí a importância da tábua, porque tão importante quanto ir é voltar da praia. Os hotéis costumam disponibilizar a tábua das marés, com os melhores horários de acesso à Baía.

Entardecer em Pipa
O entardecer

Chegamos à Baía já com o sol se pondo e as falésias imponentes são uma das primeiras coisas que chamam a atenção. Dizem que golfinhos aparecem ali, embora não tenhamos tido a sorte de vê-los.

Baía dos Golfinhos
Baía dos Golfinhos

Fizemos o caminho de volta e fomos para o centrinho bater perna e comer alguma coisa. Por centrinho, leia-se a Avenida Baía dos Golfinhos. Siga por ela e você terá uma amostra da noite em Pipa, bem como dezenas de lugares pra comer. A cidade simplesmente ferve. Bastante gente na rua, bastante espanhol sendo falado nas ruas e bastante gente dos restaurantes abordando o turista faminto também.

Restaurante La Chiviteria
Restaurante La Chiviteria

Jantamos no La Chiviteria, um restaurante especializado em chivito, um sanduíche típico uruguaio. Havia um menu combo com 2 chivitos acompanhados de batatas fritas e dois refrigerantes por um total de R$ 75. Os lanches, ótimos e bem servidos. Se estiver procurando algo nessa linha, pode ir tranquilo. O ambiente é pequeno e simples, com a maioria das mesas na calçada.

Chivito uruguaio
Chivito uruguaio

Andamos mais um pouco e ainda paramos para um café antes de voltar pra pousada.

No dia seguinte, logo após o café da manhã, deixamos o checkout feito na pousada e fomos para a Praia do Amor.

Praia do Amor, Pipa
Praia do Amor

A praia tem esse nome porque as águas dela resvalam na areia de modo a formar um coração! S2 Esse visual de coração só é possível a partir de um mirante que permita ver a Praia do Amor do alto, Já já chegamos nesse mirante.

Passamos a manhã tranquilamente na Praia do Amor. A praia é ótima pra surf e pra tomar sol, mas não tão boa para banho, pelo fato de as águas serem mais bravas. Em uma parte da praia há formações baixinhas de pedra e na encosta há paredes de rocha que dão a cara de muitas das praias desses lados aqui.

Depois de uma manhã na praia do Amor subimos novamente para o centro para almoçar. Dessa vez pegamos a Avenida Baía dos Golfinhos no sentido contrário ao do fervo e ali encontramos restaurantes mais roots. A escolha foi completamente aleatória e o resultado foi simplesmente excelente. Num restaurante super simples chamado Kimassa encontramos uma lasanha maravilhosa e super em conta, um achado! Também servem pizzas e possuem menu vegetariano.

Lasanha do Kimassa. R$ 28, serviu duas pessoas
Lasanha do Kimassa. R$ 28, serviu duas pessoas

Após o almoço, seguimos dali para o Chapadão, a pé. Com o se perder e o caminhar tranquilo deve ter dado mais de meia hora.

Chapadão de Pipa
Chapadão de Pipa

O lugar é lindo, você está no alto de uma falésia com vista para o mar. A vista para a Praia do Amor é um dos cartões postais de Pipa. Creio que fique ainda mais lindo do que eu peguei quando o sol está alto e claro. O Chapadão foi um encerramento sensacional pra nossa curta estadia na cidade. Falam que ver o sol nascer no Chapadão é o máximo. Vai ficar pra uma próxima.

Chapadão de Pipa

Foi uma estadia super gostosa em Pipa. Veja que muitos pontos essenciais ficaram de fora: Praia do Madero, Cacimbinhas, Lagoa de Guaraíra. Optamos por ver algumas coisas com calma e creio que acertamos no ritmo. Para ver mais coisas, em vez de correr mais, o essencial é ter mais tempo. E, depois desse dia em Pipa, ficou uma certeza: vale a pena voltar.




Sou servidor público, paulistano e fã de Beatles. Viajar me dá motivos para escrever e escrever me dá desculpas para viajar. Tenho um calendário em casa e um na mesa do trabalho, no qual planejo feriados, férias e viagens.

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